Este não é um texto sobre o cardápio especial de estação.
É sobre algo ainda mais gostoso; uma experiência tão surreal quanto banal, bem como a seleção de itens gastronômicos que por alguma razão devem ser servidos nesse clima.
É sobre algo ainda mais gostoso; uma experiência tão surreal quanto banal, bem como a seleção de itens gastronômicos que por alguma razão devem ser servidos nesse clima.
O sol de inverno estava um abraço. Eram 12h23 em São José do Rio Preto, noroeste do estado de São Paulo. E, se Minas é boca de sertão, essa parte do estado certamente é aquela pintinha perto da boca, que nem a da Marilyn Monroe.
Não sabia se ficava na delícia que era o abraço solar, recém-(re)descoberto, ou no frescor da sombra das árvores ao qual me apeguei muito durante o fim dos meus anos dez.
Era quase uma sensação de "chegou a sua vez" - talvez morangos sintam-se assim nessa época. Isso faz dois anos, mas sensação pra mim é tão clara como se a tivesse guardado na bolsa quando a senti naquela esquina, depois numa gaveta, e tirasse de lá de vez em quando pra dar uma olhada, como uma lembrança de infância.
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